Fumo

Fagner

Longe de ti, são ermos os caminhos
Longe de ti, não há luar nem rosas
Longe de ti, há noites silenciosasHá dias sem calor, beirais sem ninhos

Meus olhos são dois velhos pobrezinhos
Perdidos pelas noites invernosas
Abertos sonham mãos cariciosas
Duas mãos doces, plenas de carinhos

Os dias são outonos, choram, choram
Há crisântemos roxos que descoram
Há murmúrios dolentes de segredos
Invoco nosso sonho, estendo os braços

E é ele, ó meu amor, pelos espaços
Fumo leve que foge entre os meus dedos
E é ele, ó meu amor, pelos espaços
Fumo leve que foge entre os meus dedos

Os dias são outonos, choram, choram
Há crisântemos roxos que descoram
Há murmúrios dolentes de segredos
Invoco nosso sonho, estendo os braços

E é ele, ó meu amor, pelos espaços
Fumo leve que foge entre os meus dedos
E é ele, ó meu amor, pelos espaços
Fumo leve que foge entre os meus dedos